quarta-feira, 23 de novembro de 2016

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Online shopping



As compras online são mesmo úteis. Mas a verdade é que não sei porquê, na grande maioria das vezes em que compro alguma coisa online, tenho todo um conjunto de problemas para resolver. As transportadoras e o simples facto de receber o produto em casa. O quase nunca cumprirem horários, o nem aparecerem no dia suposto... O produto que quase sempre só existe no site porque afinal já era de outra coleção... Depois afinal já esgotaram certo tamanho. Que canseira, a sério. Logo eu que no começo achava tudo tão prático e giro.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

E a propósito, eu adoro flamingos



Pelo facto de os flamingos terem duas patas, não significa que passem o dia inteiro com ambas no chão. Na verdade, na grande maioria das vezes, estão apoiados exclusivamente com uma só pata no chão. O mesmo se passa connosco, em algumas coisas da nossa vida. 
Por vezes, ficamos cegos com o óbvio e não damos sequer uns minutos de atenção a mais pensamento nenhum. Seria o mesmo que o primeiro flamingo a ficar horas apoiado numa só pata ouvisse de outro: olha que isso mai dar mau resultado, se tens duas patas por algum motivo é. 

Vezes e vezes sem conta dou por mim a cair nessa tentação de achar que não tenho formas ou meios óbvios de fazer algo que gostava ou de concretizar alguma coisa. Esqueço-me muito de que nem tudo está no óbvio e que há maneiras diferentes de chegar ao mesmo objetivo. 

Já dizia Martin Luther King Jr "Se não podes voar, corre. Se não podes correr, anda. Se não podes andar, rasteja, mas continua em frente de qualquer maneira." 

"Stop and smell the roses"



Pessoalmente, sempre me emocionaram os momentos em que consigo desfrutar dessas coisas simples. Aqui que ninguém nos ouve, às vezes até acho que as coisas simples me emocionam tanto que me sinto anormal, muito diferente, cansativamente sensível. Se calhar era melhor ser menos sensível. Mas a verdade é que calha às vezes poder estar à varanda num dia de sol (mesmo com frio) e ver quem passa e como o sol se esconde atrás dos telhados e acho isso muito bonito e fico a pensar no principezinho e no dia em que ele viu o pôr do sol 43 vezes. Ou ver as roupas a esvoaçarem num estendal qualquer e achar que aquilo também tem alguma espécie de beleza. Quem veste aquelas roupas? Que problemas têm na vida? Será que choram à noite ou será que se riem a valer em passeios perto do Tejo? 

domingo, 13 de novembro de 2016

I love it and I cannot lie #2


Homens com cicatrizes que contam uma história. 

I love it and I cannot lie #1


Desde muito nova que adoro ver pessoas com este tipo de chapéu. Sempre que vejo estes chapéus à venda, demoro-me sempre um bocadinho mais nas lojas. Gosto deles de uma forma irracional. Nunca soube ao certo o porquê, mas talvez seja o facto de me fazerem lembrar outras épocas, dado que às vezes sinto que não me identifico com a época em que nasci e vivo. Por isso, sempre gostei de ver homens com estes chapéus. Porém, não é qualquer homem que fica bem com um destes chapéus, mas quando ficam bem, ficam mesmo muito, muito bem. 


sexta-feira, 14 de outubro de 2016

A fábrica de blogues


Acho que a maneira mais fácil e honesta de explicar a minha ausência da blogosfera é contar-vos o verdadeiro motivo. 
O motivo que me levou a afastar-me da blogosfera, confesso-vos (sabendo que muitas pessoas não concordam comigo e não há mal em não concordarem) é a industrialização da blogosfera. 

Este sentimento começou há muito tempo e foi-se tornando cada vez mais forte. Lia um blogue qualquer e sentia que tinha sido produzido no que eu apelido de fábrica dos blogues. 

Na fábrica dos blogues, para mim, produzem-se blogues quase todos iguais. Tornou-se muito difícil apegar-me a qualquer leitura que fosse na blogosfera. Mas claro, continuei a ler anonimamente os blogues que, para mim, não tinham ainda ido parar à fábrica dos blogues. Mas e todos os outros? Querer descobrir blogues novos mas só descobrir blogues iguais. Mas e os antigos textos de coração aberto? E as histórias engraçadas de situações embaraçosas? E os já tão fora de moda (mas incrivelmente adoráveis) antigos textos a falar dos fracassos e dos mil e um planos para os superar? 

Mais do que nunca (e isto entristece-me tanto, tanto) vive-se muito das imagens e poucos das palavras. 

Claro, os blogues que parecem feitos na fábrica de blogues também têm textos emotivos, também têm histórias incríveis, também têm por onde nos perdermos a ler. Não são piores blogues. Muito pelo contrário. Alguns são incrivelmente bons. Eu nem chego a culpar quem os gere, porque bem vistas as coisas cada um de nós só quer sobreviver neste mundo. Entendo que as pessoas vejam uma luz ao fundo do túnel para o sucesso e que se agarrem a ela com todas as forças que têm. Só que às vezes, quando nos agarramos muito a uma coisa, deixamos para trás muitas outras. E é isso que depois sinto. Que falta ali qualquer coisa. Talvez até elas sintam que às vezes lhes apetecia mandar os posts publicitários às urtigas e escrever sobre o que lhes vai na alma... 

Mas o problema é que, mesmo tendo bom conteúdo, às vezes (ou quase sempre) cansa ver noventa por cento do tempo só o resto, o rentável, o comercializável, o hipoteticamente perfeito. 

Todos os blogues têm esta quase que imposta obrigação de se tornarem especiais. Porém, o problema é que são muitos os especiais. Há tantos, tantos, tantos... 

E já dizia o Dash, nos Incredibles, que quando todos são especiais, ninguém o é. 

Enfim, fui deixando de ter vontade de escrever. Continuei pura e simplesmente a ler os blogues que já lia e gostava, mas deixei de viver com mais entusiasmo a blogosfera. Aquele entusiasmo de acompanhar outras pessoas ou de descobrir novas pessoas.

Só que não existem causas perdidas, pois não? Não, não existem. Por isso, queria dizer-vos que se quiserem, deixem-me os links dos vossos blogues. Quero voltar a aumentar as minhas leituras. Voltar a descobrir blogues que me identifico tanto que me lembro da pessoa no meu dia-à-dia. 


Era só mesmo isto. Ah... E amanhã é sábado, por isso bom fim-de-semana!

terça-feira, 11 de outubro de 2016

E se as pessoas fossem estações do ano?


Tenho a vaga sensação que as pessoas são como as estações do ano. Ou talvez o sejam só no meu pensamento. Às vezes dou por mim a achar que certa pessoa na minha vida é definitivamente uma primavera, ou que outra é um longo verão. Não sei o momento preciso onde comecei a catalogá-las como estações do ano, mas de vez em quando perguntava-lhes qual era a estação preferida delas e curiosamente coincidia com a estação que elas eram para mim. Em caso de dúvida, pergunto primeiro e depois penso no assunto. É que ainda por cima sempre gostei de todas as estações... Embora eu seja inverno. Definitivamente inverno. Mas não aquele inverno chuvoso de tempestade. Acho que sou mais aquele inverno branco e simples. Na minha infância, sentia-me outonal. Talvez por isso goste tanto, ainda hoje, do outono. 

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Pérolas da minha avó


Eu: Avó? (chamada caiu. Tentei ligar para o telemóvel novamente, já estava desligado. Telefonei para o telefone fixo de casa dela.) 

Avó: Está? Olha filha, tenho de ir à loja do telemóvel. O telemóvel está sem dar nada. Não dá nada no ecrã.

Eu: Sim avó, é mesmo assim. Tens de o pôr a carregar ligado à tomada. Ficou sem bateria. 

Avó: Não filha, isso é o próprio MEO que carrega com dinheiro porque eu pago uma mensalidade. Ele deixou foi de dar no ecrã. Vou lá à loja e depois falamos. 



terça-feira, 18 de agosto de 2015

Do amor



Sabes que atingiste o máximo do teu amor por alguém quando não tens medo absolutamente nenhum de falhar perante essa pessoa. 

Sabes que aprendeste a amar-te, quando não tens medo absolutamente nenhum de falhares porque tens a certeza que és melhor do que um fracasso. 

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

... But to feel strong


Lembrando-me daquele filme lindíssimo (Into the Wild), veio-me à mente uma das frases:
«It is important in life not to be strong, but to feel strong.» Sentirmo-nos fortes é das sensações mais chocantes mas ao mesmo tempo mais bonitas e libertadoras de sempre. 



terça-feira, 11 de agosto de 2015

Acho que me limitei a fazer-lhe companhia


Tenho um vizinho que, embora não dotado de grande voz, volta e meia chega ao prédio a cantar (e o entusiasmo que ele tem chega a ser considerável). 
Normalmente, os cânticos dele, que duram enquanto sobe as escadas a pé ou viaja no elevador de piso em piso, prendem-se mais no Fado, entre um "Ó gente da minha terra", passando por "No bairro da Madragoa, à janela de Lisboa..." 

Vinda ontem da praia, dei por mim a subir e a cantarolar uma música do Ed Sheeran. Por este andar, não tardaremos a, numa próxima reunião de condomínio, organizarmos um festival da canção ou um Ídolos entre vizinhos. 


segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Dos veraneantes


Podia ser uma ida à praia tipicamente normal, com um frasco de protetor solar, duas ou três moedas para umas bolas de berlim e um chapéu de sol anexado a duas tendas, como tenho visto tanto, mas não. Cada ida minha à praia é uma espécie de odisseia à beira-mar.

Tendas não tenho. Portanto, assim que o chapéu de sol fica bem (muito bem enterrado, por excesso de zelo meu e pouca vontade de correr atrás dele pelo areal fora perante os olhares divertidos das famílias), cadeira posta à sombra de forma a que as pernas apanhem sol mas o restante corpo goze de uma sombra reconfortante, livro e revistas em cima do saco, que as capas não podem ver grãos de areia sem os atraírem numa dança viva de electricidade estática, protector solar posto, sandes de queijo e alface distribuídas, tigelas de fruta descascada distribuídas, eu sento-me de garrafa de água fresca na mão a observar as restantes pessoas.

É precisamente isso: eu observo, estilo gaivota, por detrás dos meus óculos de sol, tudo.

Hoje, uma vez mais, observei os chapéus floridos do casal de meia idade sentados dois metros à frente, enquanto discutiam com especial fervor as últimas da política.

Ele, com o peito coberto de pêlos brancos, umas pernas muito magras para o corpo que tem. Ela de sorrisinho fácil, com uma lancheira carregada até ao topo com sandes, bolachas, pacotes enxutos de batatas fritas e sumos.

Ao lado direito, uma mulher. Ela fazia topless, com a pele tão tostada a fazer lembrar canela.


E depois as famílias de dez, a quem se juntam pelo menos cinco amigos. Grupos grandes que falam sem parar.

E eu gosto disto. De estar calada a observar o mundo.

E depois vamos à beira-mar e fico de pés dentro das poças, a ver as ondas a desfazerem-se na areia. E pego na areia molhada com os dedos dos pés e faço desenhos abstratos cujo sentido é nenhum.

E depois vem uma bola de futebol atirada sabe-se lá de onde. E depois ganho coragem e entro na água e nado, nado, nado.

Viro-me para cima e fico a boiar, a ver o céu. Se houverem ondas, limito-me a nadar e a ir confirmando que não perdi o bikini ou o fato de banho nos mergulhos, numa das rebentações das ondas.